terça-feira, 24 de maio de 2011

"Se tu davas tudo, eu dava o impossível."

Ó amor, que foste tu me fazer. Que grande partida me foi aparecer na vida... Nunca pensei de forma tão clara. Nunca pensei voltar ao lazer que um sonho traduzido para uma vida.

Sabes aquela sensação de quando nos sentimos uma pessoa estragada? Que já não conhecemos salvação ou recuperação possível? Deixamos de confiar, de entregar, de falar, deixamos de viver qualquer tipo de sentimento que queiramos ou consigamos criar no nosso coração. Deixamos simplesmente de viver em função independente daquilo que sentimos. Simplesmente existimo. Eu conheço tão de perto todas estas letras...

Os meus dias eram somente isso. Umas quantas horas em que abria os olhos e ficava a rondar o tic-tac do relógio sem saber sequer o que iria fazer hoje, muito menos amanhã. Ou melhor, se sequer haveria um amanhã.

Deixei de acreditar num amanhã, é verdade. Deixei de contruir qualquer tipo de objectivos ou etapas para a minha vida. Vivia um dia após o outro, sem rumo ou destino.

No meio de toda este enublado céu que criei na minha cabeça, todos nós temos uma luz que mais cedo ou mais tarde conseguimos ver e sentir. Essa luz, foi como que se rasgasse toda a escuridão em torno de mim. Rasgou com tanta força e com tanta vontade que já não me lembro desses dias sombrios e frios.

Comecei a respirar de novo. Comecei a acreditar, em mim principalmente.

Tu, conseguiste com que me sentisse vivo. Tens noção daquilo que me preenches o coração? Tens noção daquilo que és na minha vida?

Por mais palavras que te escreva, por mais vezes que te conte tudo, por mais vezes que estejamos juntos. Acho que todo o tempo do mundo não seria aconselhado a contar-te tudo. Sim tudo, amor. A minha vida passou de um resumo de meias palavras, e um livro de milhentas páginas. Um livro que até eu próprio tenho vontade de desfolhar e sentir o perfume de um verdadeiro sentimento. Um perfume que nos envolve a alma e nos mima com a sua doçura.

Quero dizer-te tudo, e ao mesmo tempo não te quero dizer nada. O mais fantástico e íncrivel no enrolar de tudo isto, é que eu não sinto necessidade de te dizer, mas sim de sentir. Sinto falta de nutrir o meu coração com todas as vitaminas que durante anos e anos me foram roubando. Sem pedir permissão, entravam no meu coração, reviraram o que me custou tanto a arrumar, e depois como se não chegasse roubavam-me o que eu tinha de mais puro para entregar: um sentimento verdadeiro. Contigo não preciso sequer de me preocupar.

Eu sinto que tu, és a tal pessoa por que durante 18 anos esperei sentado no banco de um rua. Tu consegues fazer-me sentir o ser mais belo, o ser mais fantástico, só com o puder e a segurança que o teu olhar me entrega. O teu olhar penetra dentro de mim, a essência de qualquer tipo de misericórdia na minha alma. Não me consegues por um minuto sequer deixar-me inseguro por te ter entregado o meu tudo. Não me deixam balançando sobre todos os paços que consiga dar a teu lado. Entregaste-me um sentimento tão mas tão bonito que tornou-se tão ou mais essencial do que o ar que respiro. Sentir-me amado é tão mágico.

É isso mesmo. Esta nossa aventura, esta nossa história é mais mágico do que qualquer história de reis e rainhas, príncipes e princesas. Das-me mesmo vontade de logo no ínicio de tudo contar-me que sou tudo a teu lado. Que sou completo, que sou teu, que vou ser "feliz para sempre".

Nós temos magia, nós temos a verdadeira chama do amor do nosso lado. Sinto que o teu corpo, a tua alma, o teu coração se tornou mais viciante do que uma droga. Qualquer segundo que passe a teu lado, é como se o meu espírito estivesse em paz para sempre.

Meu anjo, tu conseguis-te fazer-me acreditar de novo. Fazes-me acreditar que consegues delinear todos os traços da minha alma. Fazes-me conseguir desenhar um esboço do teu rosto de olhos fechados, pela calma que ele me dá.

Enfim, basicamente estou a assumir, aqui e hoje que estou completamente apaixonado, e que acredito em nós. Mas por momentos fiquei assustado porque, esta será a minha primeira vez que realmente AMO alguém, porque por ti eu caminharia por todo este universo só para saber que no fim, te teria a meu lado embalado nos teus braços. Amo-te, e isso não chega.

domingo, 3 de abril de 2011

já chega.

Já se torna insuportável…

Quando chegamos a um certo ponto e perdemos o sentido e o rumo deixamos cair qualquer tipo de possível chance para prosseguir num caminho que tomamos como certo para algo que ninguém pode sequer tomar por certo, porque no final de um dia, o amanhã ninguém o consegue saber, só sentir.

Eu sei que podes achar o mais irónico possível eu sequer estar a proferir-te em todas estas palavras, mas eu preciso de deitar isto tudo cá para fora. Não dá para manter as coisas a ferver aqui no meu peito… tenho que de uma vez por todas deixar de remexer nas águas passadas, que como todos dizem, não movem moinhos.

Tu foste tão mas tão idiota! Nem pelo menos imaginas o ódio, o rancor que tenho comigo sempre que penso em ti… No tempo que perdi contigo ao deixar-me levar ao timbre da doçura das tuas palavras, do carinho com que chamavas e me perguntavas de estava bem. Aqueles momentos, em que realmente sentimos que afinal existe alguém que se preocupe connosco, alguém que para o além de sentir que se preocupa, o demonstra… Tu não imaginas o quão reconfortante isso é, o quão importante, especial me fazia sentir.

A única coisa que me enerva mais é que eu já não te conheço. Já não sei no que tornas-te depois de tudo isto.

É tão incómodo sentir tanto ódio, tanto medo por alguém… tanto arrependimento.

Sabes… sempre que penso no tempo que passamos juntos, fico tão nostalgicamente feliz. Fico com aquela sensação de adolescente inocente que caiu pela primeira vez nesse feitiço chamado amor, que de um momento para o outro substitui qualquer tipo preocupação em secundário, e suga qualquer função dos órgãos que temos dentro de nós, só restando o coração. Esse fica maior e maior a cada momento que passa, por estar a ser alimentado por palavras que nos fazem levitar, por palavras que nos deixam à nora de qualquer tipo de realidade.

Mas elas são só isso, palavras. Subestimamos o significado de uma palavra, por um significado de um diálogo surdo e mudo de um coração que julgamos ser sincero, mas infelizmente não… vindo de ti, só poderia esperar mentiras, a cada segundo.

As mãos geladas e soadas, o corpo trémulo, as maças do rosto arrozadas, o coração a bater a mil à hora, isto tudo. Para quê? Eram mentiras.

O pior de tudo, foi quando ainda tiveste coragem de concordas com todas as verdades que te atirava à cara… isso foi o pior; descobrir que às vezes termos razão, nos pode magoar ainda mais do que uma mentira.

Porra, qual é o mal de estarmos sozinhos? É bem melhor do que usarmos alguém, só por querermos ouvir desabafos de um coração embebedado por mentiras… Magoar alguém para servirmos no molde que nos querem impor.

Nem tu, nem ninguém tem direito a obrigar alguém a sentir-se magoado e a carregar uma dor que foste tu quem a provocou. Tu não és ninguém para fazer a merda que fizeste à minha vida, e é exactamente por isso que eu te abomino.

Tu quebras-te a meia dúzia de promessas que me fizeste, deixaste-me sozinho horas a fio à espera de um corpo que nunca chegou a aparecer, tu destruíste as ilusões que as tuas sádicas mentiras criaram, e agora?

Agora tens outra pessoa na tua vida que segundo o que sei, dizes ser “a pessoa da tua vida”, mas vai na volta, e fazes tudo o que me fizeste a mim, SÓ porque tens medo de ser uma pessoa sozinha, sem uma pessoa que te chame de “amor” quando te apetecer… És tão infantil que nem eu sei como é que não me apercebi disso em ti. Como é que uma pessoa com uma mentalidade destas me pode ter feito jurar amores, fazer promessas. Meu Deus! Que idiota que fui!

Enfim, se fosse a falar de toda a raiva que tenho de ti ainda ias ouvir umas quantas coisas que nem de escrever me iria orgulhar agora, por isso (acho) que vou ficar por aqui.

Mas adorava que soubesses que apesar de tudo, desejo que sejas o mais feliz que alguma vez nesta vida consigas, mas de mim, nunca mais esperes ouvir uma única palavra terna que seja.

Para mim, morreste no meu coração por a triste história falsa e reles que me fizeste escrever, com o mais puro conteúdo de uma história de amor, a pureza de um sentimento sentido com o coração.

Pediste-me desculpa, eu aceitei-as, mas nunca esperes que me vá esquecer porque quem sente não esquece.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

suspiro*


(...) às vezes pergunto-me para que serviu tudo isto, para que é que penso tanto em ti, quando tu nem sequer te lembras de mim, para que é que fizes-te com que me sentisse em casa, quando nem sequer a porta do teu coração me abris-te. Talvez seja essa a tua intenção. Sentires que tens um coração como casa, e deixar um outro desalojado. Parabéns, conseguis-te.

Mas sabes, tu nem sequer devias de ter aparecido na minha vida, não devias sequer de ter o direito de me teres feito sentir bem. Tu não tinhas, nem tens o direito de roubar a estabilidade de ninguém, de sugar a felicidade que alguém tem guardada no coração.

Sinto-me tão idiota por pensar que queria ter um futuro contigo... Sinto-me sujo por me ter deixado levar nesse teu feitío contagiante. Por ter medido as tuas palavras ignorantes, por palavras repletas de sinceridade e sentimento. Meu deus tu nem sequer deves saber o que isso é, sinceridade.
Nem imaginas o rancor e o ódio que tenho de ti agora. Tu não tinhas direito de fazer seja o que foi que fizes-te para me magoar.

Tu não devias. Tu não podias. Eu não merecias. Já alguma vez pensas-te como é que eu estou agora?

Porra, eu penso todos os dias como é que tu estás, como é que terá corrido o teu dia, se tu estás bem, eu sinto saudades de te sentir comigo.

Eu sinceramente acho que não há um dia em que eu não me lembre de ti. O teu olhar. Isso sem dúvida é o que não se desvanece na minha mente... A forma como me olhavas durante todo o dia, deixava-me com medo por sentir que estava tão perto de ti, eu próprio ficava com medo de fazer seja o que fosse. Era incapaz de reconhecer qualquer acto que tivesse contigo, era tudo tão natural que nem sequer ponderava duas vezes fosse o que fosse.

Eu (acho que) tinha certezas de que naquele tempo, conhecia o chão que pisava. Era um conforto infindável por saber que finalmente estava ali contigo. Era maravilhoso depois de tudo, ter-te ali comigo.

Se pudesse parava ali mesmo o relógio e ficava tempos e tempos a olhar para ti, a apreciar todos os traços do teu rosto, o rasgo dos teus olhos, a forma dos teus lábios, tudo.

É surreal como as coisas mais pequenas fazem tanto a diferença. As coisas mais simples, mais insignificantes, são aquelas que por vezes nos marcam mais, são aquelas que por mais pequenas que sejam, por mais ligeira que sejam no relógio, são aquelas que passado muito tempo, delas já terem passado, olhamos para elas, e as chamamos por memórias, e acabamos sempre por ficar com o coração mais pequenino.

Mas o que é que acontece, quando temos o coração cheio de memórias, e ficou pequenino demais para conseguirmos deixar entrar alguém? Bem, isso eu ainda estou para descobrir, mas mais cedo ou mais tarde, vais conhecer uma resposta que, por mais simples que te possa parecer, vai ser enorme o suficiente para fazer a diferença em tudo o que tens guardado no teu coração.

domingo, 30 de janeiro de 2011

(...) a tal história. ♥

Não consegues imaginar o quão amorfo eu me sinto agora.

O quanto culpado eu me sinto por me deixar levar sempre pelo embalar das palavras, pela leveza da tua voz, pela paz do teu corpo. Estou tão farto de me sentir apertado.

Estas correntes que tenho junto do meu pescoço, que me deixam sufocado, que me deixas desorientado, arrebata-me as forças, rouba-me a esperança e a mantém refém sabesse lá por quanto tempo mais...

O meu coração está tão, mas tão pequeno, que quase nem o consigo sentir. A tua casa que tinhas construída no meu peito, ficou agora arruinada pelo tamanho que o meu coração ficou depois de tanta falta que me fazes agora, acredita.

Tornasse tão complicado, quando a cabeça, não deixa sossegar o coração. Imaginar que os dias se tornaram tão dificéis de matar perante o tempo, é horrível.

Sinceramente, o erro é meu. Ninguém me obrigou a nada, ninguém me inpingiu que o sonho devia ser alimentado, mas o meu coração cai sempre no mesmo erro... Alimentar uma esperança cega e surda, que me deixa impossível a possibilidade de segurar as rédias de comando... deixando-me feito tonto, levar-me como se fosse a primeira vez que acabaria nas ruas da amargura, sozinho.

Eu entregava o meu mundo, com a facilidade com que desenho uma linha recta no horizonte, mas enfim... já cai tantas vezes nesse erro, que penso estupidamente que desta vez possa ser diferente. Resultado? Acabar no ponto de partida da jornada do jogo.

Quem me dera que alguém fosse capaz de me roubar os dados, e me deixasse simplesmente na minha zona confortável, na minha zona de paz, na minha zona não nostálgica, me roubasse todas as memórias, as guardasse todas compiladas, umas melhor do que outras numa mala, e atirasse a mala ao rio, e eu a visse deixar-se ir, rio abaixo e me deixasse convencer a mim mesmo que seria a última vez que me lembraria de ti.

Isso sim seria bom, penso eu... Não sei. Nem sei.

Mais uma vez, limpo as lágrimas da cara com força, como se numa tentativa frustrada fossem as últimas que derramasse, mas como disse: tentativa frustrada.

De uma vez por todas, queria só conseguir ser capaz seguir em frente, sem ter que prever seja qual o movimento que eu faça. Sim, mais uma vez deixar-me levar, mas desta vez com certezas que serias a tal pessoa, de que contigo escreveria uma boa história, digna de um livro, ou só mesmo uma histórias digna do título; A minha história de amor.

domingo, 23 de janeiro de 2011

(...) racional - sentimental.

Nunca mais serei o mesmo depois daquele dia.

Podia tudo ter feito parte de um dia normal, como todos os outros, podia acontecer tudo, mas tu, aquilo, não me passava pela mente, apanhaste-me desprevenido, à minha mente, a ao meu mais principal, o coração.

Já não me recordo de dias em que o sinta na
íntegra, que o sinta bem, que o sinta confortavelmente descansado no meu peito.

Facto é, que ele está lá. Só se limita às suas funções naturais e biológicas para a minha sobrevivência, limitasse a ser racional, deixando com frieza ao abandono fora de suas portas, a parte sentimental.

Não vou mentir, e dizer que não prefiro assim, porque prefiro, por mais irónico, por mais parvo que possa parecer, e o difícil que o é, eu prefiro limitar-me ao pensamento racional.

Por agora sinto-me bem a pensar nos dias, a olhar para as pessoas, para o que me dizem, para o que sinto numa forma racional, acredita que estou a fazer o melhor.

Acredita em mim quando te confesso que prefiro guardar os meus sentimentos, por muito, muito tempo, e quando digo muito tempo quem sabe, para sempre.

Prefiro só conhecer-te, saber que existes, e apenas te confessar que me fazes bem, só isso.

O resto? O resto, deixa passar. Deixa que eu, e o tempo vamos aliar-nos para conseguie perceber como reagir a tudo isto que tenho guardado comigo. Eu cá me hei-de arranjar com tudo.

Tenta pensar nas coisas, sem as teres que entender. Tenta perceber as coisas, sem teres que ouvir explicações complexas, quando são essas explicações e o tempo que perdes para as encontrar e justificar, que complicam tudo.
Sinceramente, já nem sei que mais hei-de dizer. Nunca pensei levar avante esta minha crueldade inocente. Nunca pensei proteger-me de tal forma, mas também nunca imaginei que fosse preciso recorrer a tais extremos.

Quantas e quantas vezes não pensei "Ok, tenho a mensagem escrita, com a alma de toda a minha sinceridade reflectida, agora vou mandar e pronto, acabo com este sufoco de uma vez por todas... Arraso logo com qualquer tipo de esperanças, tiro as minhas certezas, mas o mais importante, sou leal com o que tenho aqui no coração durante este tempo todo.", nas noites que passo em branco a contar quantas tábuas tenho no tecto do quarto, a recontá-las vezes sem conta, e no fim, a mensagem compilada em memórias, e sinceridade desaparece. Apaguei-a ou guardei-a com a definição do telemóvel de nota secreta, em que para a voltar a ler, tenho que por um código, que na altura, marquei ao acaso intencionavelmente.

Já passou tanto, mas tanto tempo desde que não te vejo à minha frente, que até me arrepio de como possa reagir quando te vir, e se alguma vez te chegar a ver. Depois penso, se fores tu que me vires, o que te vai ocorrer na cabeça, o que vais sentir no silêncio do teu coração, o que vais dizer, e como vais reagir ao encurtamento de tanto tempo distante, e acima de tudo como avalias-te tudo o que se passou entre nós, e se deixei rasgos ainda por coser ...

Dava tudo o que tenho, só para saber o que tens guardado dentro de ti, o que tens irremediavelmente acorrentado por tua própria força sempre que pensas em mim e em nós, o que é que pensas de mim agora, se pensas em mim, se sentes a minha falta em algum dos teus dias. O mais importante, se pensas tanto quanto eu (...)

Um dia alguém me ensinou, que o máximo que podes fazer depois de teres escrito algo na tua vida, é seguires em frente, e deixares de pensares no problema. Só tens de virar as costas, voltares o rosto para o chão por momentos, chorares o que há de ser chorado, e ergueres a cabeça e fixares o teu olhar por tudo o que ainda há para escrever.

Bem essa pessoa, nem sei o que é feito dela, mas o facto é que viveu feliz, mas como em todas as histórias de quem já passou, de quem cá anda e de quem ainda virá, existe sempre algo que rouba tudo, e foi o que provavelmente lhe deve ter acontecido quando nunca mais soube viver aquando do desvanecimento da sua fonte de felicidade...

Hoje eu sei porque é que essa pessoa nunca mais sorriu com o brilho de outros tempos ... O amor que tinha pela vida desapareceu, porque a vida, lhe tinha roubado a alma de um amor com história.

Enfim, sabes o que te conto ... O tempo anda muito depressa, para quem não foi capaz de o viver com calma.
 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

(...) quando se aprende a questionar o coração.

Sem mais saber o que fazer, preferi sair do espaço em que estavas, e desaparecer.

Eu sei que pode parecer hábito, pode parecer chato, pode até mesmo parecer parvoice, mas eu sinto-me tão cansado de me controlar, de precisar de segurar as minhas rédias, por estar apaixonado...

Desde à quanto tempo é que não me sinto amado ? Há imenso. Desde quanto é que não choro por gostar de alguém ? Há pouco.

A saudade é tão, mas tão complicada de manter e controlar. O facto de me sentir apático perante esta imensidão de vazio de saudade que tenho dentro de mim, faz-me sentir sozinho, faz-me sentir inconveniente à medida que os dias passam, a minha vida vai passando, e eu não os aproveito, não consigo aconchegar os meus dias com o calor de um sentimento, o calor de um outro corpo.

O meu nome, já sente saudade de ser chamado daquele jeito que os apaixonados, só os apaixonados sabem dizer. Aquela presença, aquele carinho, aquele conforto, aquele fôlego que sentimos quando chamam o nosso nome seguido de qualquer outra palavra terna... é indescritível.

Agora com a chegada do Inverno ainda me sinto mais desamparado. Sinto falta de estar com alguém horas e horas a falar sobre qualquer palermice, qualquer assunto de caractér sério ou não ... Só estar com alguém já é suficientemente bom. Ficar horas a fio, deitados no patamar da janela, a beber um chocolate quente e enroscados um cobertor dividido cuidadosamente com carinho a dois, sentir uma só alma de duas respirações, e sentirmos que realmente existem momentos únicos...

Adorava conseguir sentir, conseguir decifrar o que quer que fosse que tivesses guardado no teu pequeno grande coração... Eu sei que não devia, mas é um desejo enorme aliado a um desespero cego que me faz sentir a minha alma desaparecer ... Sentir a minha alma a desaparecer, a perder-se no meio da dúvida de que qualquer passo que eu tenha, ou tenhamos, seja tarde demais.

Deixa-me só conseguir perceber o que tenho desarrumado no meu lar, no teu lar, no meu coração ... Deixa-me conseguir ser capaz de sozinho, perceber tudo aquilo que ainda não aconteceu, tudo aquilo que não disseste, tudo aquilo que é incapaz de ter resposta ou explicação.

Eu sou assim. Gosto de obter e conseguir tudo aquilo que não se pode ter, perceber tudo aquilo que está explicado, mas ainda assim quero saber o porquê se tudo ser daquela maneira... Mas por favor, por favor, explica-me o porquê de tudo estar errado, o porquê de tudo parecer perfeito, e depois desaparecer.

Só quero perceber o porquê de não me conseguir entregar a alguém como o fiz algumas poucas vezes realmente, o porquê de existir o querer e depois surgir o não conseguir.

Desculpa se sou bastante complexo para as pessoas simples que existem hoje. Mas também, não tenho culpa de muitas delas terem aprendido a odiar-me, mas ainda assim, lá no fundo do coração eu sinta vontade algo sentido delas, mas prefiro fazer-me de forte e ouvi-las chamar-me pelo meu nome de forma incontornávelmente seca.

Mas enfim, o que queres que faça? O que queres que sinta quando nem eu sou capaz de perceber o eu sinto, para perceber o que tu sentes... É complicado não é? Quando só sentimo o corpo e deixamos de ser capazes de sentir a essência, a dor, só somos um corpo, é triste sentirmos que somos como um espaço, como alguém desconhecido que olhamos ao espelho e não nos reconhecemos. Perdemos as forças, perdemos o brilho, perdemos a vontade, sentes-te sozinho, e finalmente quando olhas para o relógio, vês que mais um dia passou e, tu e tudo estão na mesma.

Diz-me que conheces alguém que tenha resposta para qualquer pergunta que apareça, que seja capaz de segurar qualquer alma de se perder, de aparar qualquer corpo de cair... Não te estou a pedir ajuda, mas acho que preciso só de ter alguém para falar, alguém que mesmo não conseguindo perceber-me que esteja lá comigo, que me dê a mão mesmo não estando fisicamente presente, alguém que consigo transbordar lágrimas e traduzi-las a sorrisos.

Por isso só me cabe agora a mim, imaginar que tenho (quase) tudo, para quem sabe um dia, não me desdizer de que tudo tive por amor, tudo perdido por medo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

palavras recortadas (...)

Juro que essa tua falta de cultura interior me assusta.


A forma como alteras o teu estado de espiríto, o carinho que tens e que perdes no momentos a seguir. És uma mente demasiado complicada para mim.

Como em tudo na vida, existe sempre o mas.

Uma necessidade, uma força, invade-me. Sinto a tua falta, sinto uma vontade cega de te consumir. Cada traço, cada expressão, cada forma do teu corpo. Qualquer que seja o que te for na mente, deixa-o transparecer no teu olhar. Deixa-me imaginar-me mago feiticeiro , e conseguir desvendar o que tens dentro de ti. Confia-me o que tens por detrás desse teu olhar misterioso. Deixa-me perceber. Deixa-me compreender. Deixa-me conhecer-te.

Pego na tua mão e sinto-a gelada, trémula, sinto-a distante. Não me sinto capaz de te perguntar o que se passa, o que tens, porque tu mesmo sabes que quero saber.

É assim difícil de perceber que é contigo que me sinto bem. Que é contigo que quero falar noite fora, que é o teu interior que me deixa com medo de me mostrar.

Juro que quando penso em ti, lembro-me de uma história de drama romântico... Imagino que contigo posso decifrar qualquer futuro, qualquer segredo que os anjos passam guardar, mas no momentos seguinte, sinto que mesmo os anjos se encarregaram de perder esses mesmos mistérios que dão aquela essência do desconhecido saudável.

Enfim ... existem momentos de tudo. Momentos em que penso que perdes-te a cabeça, e já não encontras maneira de a ligar ao teu coração, como tenho momentos em que eu próprio penso que estou a perder o meu coração.

Tentar fugir, já me passou pela cabeça por curtos segundos, mas a minha vontade não é a fugir. É a de comprometer-me com qualquer extremo, qualquer obstáculo, e de abrir asas ao (teu) mundo e arriscar, atirar um tiro no escuro e ver resultados. Sim, eu quero resultados, certezas, uma luz no meio desse tiro no escuro.

Quero que o teu abraço me conte, de que são feitos os contos de fadas, qual o segredo para todas as perguntas sem resposta que nos surgem.

Vá, coração, está na hora de para de escrever ilusões... contos de fadas... quem não os tem. Mas quem os tem, conseguiu vingá-los para realidade?

Conta-me uma história, conta-me o teu dia, fala comigo , para eu saber que sentes o brilho que tenho coração quando falo contigo, e que és tu.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

a força da presença de um sonho traduzido a realidade (...)

Nunca é tarde demais, para sentir, para guardar, para reencontrar, para viver, para acontecer, para ser.

Quantas vezes dou por mim a pensar em tudo o que passei contigo? Todas as palavras meigas que me disses-te sussurando ao ouvido, todas as vezes que as tuas mãos me passavam pelos ombros e depois me abraçavas ?

Eu sei que não é de mim assumir certas coisas, digo eu que vai contra os meus princípios, mas que princípios estes que me deixam com as mãos, os pés e o coração acorrentados ?

Acho que desde à um tempo para cá, me lembro todos os dias dos dias que julguei perdidos passados contigo, e agora não quero outra coisa senão tê-los de volta.

Já me sinto mesmo incapaz de encontrar alguém como tu, sabes ? Uma pessoa que fosse meiga, mas ao mesmo tempo inrequieta, calma mas o mesmo tempo simples... alguém encantado.

Todos os dias penso que não sei absolutamente nada sobre esta matéria de "amor"... Gostava que quando estivesse com alguém que fosse como quando foi contigo ... Juntos conseguiamos ser um mundo inteiro em duas pessoas, sentir-me amado pelo teu sorriso, queria que com o tempo a passar eu sentisse que és tu a inspiração para o significado de almas gémeas, e quero que seja contigo que a minha alma encontre a paz de comunhão da felicidade.

Estou agora a lembrar-me de tantas coisas que passamos juntos ... Lembro-me de tantas coisas, lembro-me de quase tudo ... Lembro-me que foste a primeira pessoa que chorou à minha frente ao primeiro pedido de namoro, lembro-me do cheiro do teu perfume, tenho sede do sabor dos teus lábios, lembro-me dos traços do teu corpo ilimunados pelos raios de luz que vinhas da janela pela rua iluminada, lembro-me do teu olhar que quase me sufucav a quando me olhavas nos olhos e me mexias no cabelo, e fazias aqueles mimos que até hoje são os únicos que encontrei com significado, mas aquilo que mais me mata de saudades é do teu abraço. Choro todos os dias que penso no teu/nosso abraço.

A beleza com que os teus braços se cruzavam no meu corpo, a força com que me apertavas, a rapidez com que a tua respiração e o teu coração se equacionavam com o meu, a meiga e suave forma de como sentia os teus lábios poisarem no meu pescoço, e o teu ar percorria os meus ombros, juro que tenho mesmo saudades verdadeiras.

Sinto falta dos meses que passei a correr contigo. É verdade que não sei ao certo quando foram, admito. Mas também tu sabes que nunca fui bom a lidar com datas. Prefiro guardar momentos que passei contigo, nessas mesmas datas, do que guardar uma série de números como se fossem uma edição de uma empresa qualquer.

Estou a lembrar-me agora da primeira vez que estivemos juntos(...) Notavasse em ti uma vontade enorme de me dares a tua mão, mas não querias ser tu a dar parte fraca. Então do nada, demos por nós e tinhamos dado os dois o impulso súbito de darmos a mão. Olhas-te para mim, e eu fiquei envergonhado e sem jeito, como de custume.

São estes e muitos mais momentos que guardo na minha caixa de memórias dentro da minha cabeça. São neles que muitas das vezes penso quando me falam em fé no amor.

Isto é o meu sonho, isto é a razão, que me leva a amar a vida. Isto, não é nada, do tudo que me faz lembrar de ti.

Sim, eu preciso de te abraçar, a ti, aqui e agora.

domingo, 10 de outubro de 2010

(...) dicionário de amor.

Conseguir admitir que realmente estamos apaixonados é algo que poucas pessoas se podem louvar.

Conseguir sentir que realmente precisamos e nos sentimos bem com alguém, sentir que o perfume dessa pessoa nos faz conjugar as nossas duas almas numa só, sentir que quando cruzamos as mãos é quase como se estivessemos a juntos dois corpos num só, admitir que desde o momento que conhecemos essa pessoa começamos a sentir o chão fugir-nos do chão, começamos a pensar que haja possibilidades de nos sermos felizes, e o mais importante de tudo, começamos a acreditar no amor.

Pensamos que podemos voar, pensamos que qualquer dor seja distanciada pelas palavras doces que ouvimos e queremos acreditar que sejam sentidas, começamos a envolver-nos num mando de demonstração de afectos e carinhos infindável, começamos a por em causa qualquer impossiblidade de incompatibilidade que possa haver entre nós, começamos a sentir a conjugação de almas ... mas alguma vez pensamos que isto tudo não seja sentido mutuamente ?

Quando começamos a amar alguém não amamos só com o coração, amamos com todos os orgãos do nosso corpo, mas o coração e o nosso cérebro, é de todos os que sofrem mais. Enchem-nos o coração de melodias melosas, de palavras repletas de ternura, e quando inicamos uma nova jornada com o aliado amor, damos por nós, e temos o coração caído no chão, expezinhado, massacrada por tudo o que de pior pode acontecer. Quando voltarmos a receber o nosso coração e o nosso cérebro, vem de tal forma atrofiados... No coração guardamos novas cicatrizes, causadas por um alguém que por motivos que muitas das vezes nunca chegamos a conhecer, fez com que todos os sonhos, todas as palavras, todos os carinhos, deitassem por terra qualquer chance de alcançar uma saudável felicidade. No nosso cérebro, guardamos todas as porcarias que deveriam de ser descartadas, enpacotadas e deitadas foras da nossa vida. Apagadas, como fazemos no computador; o pior é que mesmo quando apagamos algo no computador, nunca fica completamente apagado, fica na reciclagem, que basicamente fica guardado noutro lugar, nunca desaparece mesmo.

É isso mesmo que deviamos de evitar. Nunca devemos guardar as nossas memórias, momentos, todas estas coisas, noutro lugar. Temos que conseguir ser fortes e seguir em frente.

Por mais sentimento que tenhamos nutrido por essa pessoa, por mais tempo que tenhamos perdido com essa pessoa, a afogar e a enganar o nosso coração de que talvez aquela pessoa seja a certa, essa pessoa e nós, não temos o direito de ficar acorrentados a um passado com cara mal lavada.

Ainda hoje é o dia em que me lembro de coisas que passei com pessoas que entraram na minha vida; ainda hoje é o dia em que muitas das vezes me vem as lágrimas aos olhos de pensar no que passei com elas; ainda hoje é o dia em que, forte, continuo a batalhar com os meus próprios fantasmas.

Ainda hoje é o dia em que tenho saudades, ainda hoje é o dia em que não entendo o coração.

Ainda hoje é o dia em que não encontrei um dicionário para a fala do coração (...)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Alento no coração ♥


Conheces aquela sensação, quando acordas e sabes todos os passos que vais dar quando saires da cama ... conheces os sitios onde te vais sentar, os sitios por onde vais passar, os sitios por onde vais permanecer algum tempo ... tens a sensação que perdes-te o alento para conseguires saboreares os teus dias.
Sabes quando estás num sitio, e tens a tua cabeça em constantes voltas de 180 graus, e te vem à cabeça momentos que não eram suposto ser lembrados ... eu respiro esses momentos todos os dias.
Sabes quando sentes um aperto no coração antes de adormecer e pensas que é o teu corpo saturado de estar sempre virado para o mesmo lado da cama e te viras para o outro lado e te agarras à almofada e sentes um aperto ainda mais forte e apertas a tua cara contra a almofada e sentes vontade de chorar ... eu sinto isso todos os dias antes de adormecer mas sinto-me orgulhoso por sentir-me assim, mas insisto tontamente em ser forte e não chorar.
Eu sinto necessidade de ser eternamente sincero com o meu coração, mas por vezes a vontade de o sufocar e empurra-lo para um quarto para onde ele não quer entrar, custa tanto como se me sentisse capaz de o abrir para ser sincero com alguém... mas para quê ? Por mais sentimentos que eu construa e os mostre de coração aberto, acabam sempre por ser derrubados e arrastados pelo chão por alguém que nem sequer foi capaz de ver o melhor que tenho para dizer, e ainda mais custoso ... o quão feliz eu sou capaz de fazer alguém que esteja disposto a sorrir e a partilhar o mesmo sorriso que eu.
Não vou dizer que preciso de alguém que me dê o alento e o apoio para encontrar a felicidade, porque realmente preciso ... eu sinto que a minha vida foi postade lado, e de repente lembrou-se e deciciu andar às cambalhotas, e às rodas e perdeu qualquer rumo que tenha pensado tomar antes. Sinto-me como se me tivessem tirado o chão, e eu estou em constante queda, e não sei, nem consigo saber quando irei cair no chão, e sentir-me de novo confiante para continuar a seguir um rumo, seja ele qual for.
Entretanto, eu cá me vou conseguindo aguentar, uns dias a sorrir, outros fingindo, mas é mesmo assim que tem que ser, senão nem sequer me sinto capaz de sair da cama. Mas eu admito... mais que um nó no estomago sempre que penso no que já vivi, tenho um nó no coração, e não sei se o consigo desatar, e se o quero desatar, mas deixa, o tempo vai tratar de me resolver problemas para os quais não tenho chave suficiente. Eu sei que sim... pelo menos espero-o.